| Resumo: |
O Programa de Pós-Graduação em Farmacologia (PPG-Farma) da Escola Paulista de Medicina (EPM), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), completa 55 anos, mas suas raízes remontam à década de 1930. Fundado em 1937, o ensino de Farmacologia na EPM iniciou-se com o Prof. José Ribeiro do Valle, pioneiro que impulsionou a pesquisa básica e a experimentação animal. Em 1948, o Prof. José Leal Prado reforçou o departamento, criando os Laboratórios de Bioquímica e Farmacologia (1957), no edifício que hoje leva seu nome. Em 1964, a Capes e a Fundação Ford reconheceram os departamentos de Bioquímica/Farmacologia e Microbiologia/Imunologia como Centros de Treinamento Avançado para pós-graduação, marcando o embrião formal. A credenciação oficial ocorreu em 1972, com mestrado e doutorado em duas áreas: Modo de Ação de Drogas e Endocrinologia Experimental/Produtos Naturais. A primeira tese defendida foi em 13/08/1971: "A técnica do campo aberto como medida de resposta emocional de ratos", por Jandira Masur, orientada por Elisaldo L. A. Carlini. Sob liderança de Ribeiro do Valle (primeiro presidente da Comissão de Pós-Graduação da EPM), o programa cresceu interdisciplinar, integrando básico e clínico. Em 1978, criou-se o Instituto Nacional de Farmacologia (Infar), desmembrando Bioquímica e Farmacologia em departamentos independentes. O Infar, dirigido por Ribeiro do Valle por 10 anos, tornou-se referência, abrigando laboratórios avançados. Hoje, o PPG-Farma forma pesquisadores/docentes em quatro linhas: Farmacologia Celular/Molecular, Neuropsicofarmacologia, Cardiovascular/Renal e Inflamação/Imunofarmacologia. Com 24 docentes permanentes, publica em periódicos indexados e realiza com constância intercâmbios internacionais. Contribuiu até o momento para a formação de mais de 1.000 mestres/doutores, em estudos multifacetados englobando não somente conceitos de farmacologia, mas também fisiologia, biofísica, bioquímica. Mantém nota elevada na Capes e também parcerias globais Os 55 anos simbolizam resiliência: da endogenia inicial à excelência atual, contribuindo para o ciência do Brasil. O Simpósio 2025 celebrará essa trajetória, projetando inovações em saúde, sendo uma oportunidade para os docentes do programada interagirem e mostrar a comunidade a pesquisa de excelência que tem sido feita no programa.
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