SIEX - Sistema de Informações de Extensão

26353 - DA PESQUISA À SALA DE AULA: ARQUIVO, HISTÓRIA E MEMÓRIA (Vespertino)
Ano Base: 2024
Tipo de ação: CURSO DE EXTENSÃO
Plano de ensino

Plano de ensino: Este curso tem por objetivo refletir com os educadores inscritos sobre o universo dos arquivos públicos, seu papel como instituição de guarda documental e sua função social, bem como sobre os documentos textuais e sua utilização como fontes para práticas de difusão, com viés educativo. As fontes textuais são um instrumento básico de trabalho dos historiadores e professores de história. Saber compreender como as mesmas se preservam e como podem ser encontradas a partir de temas específicos, é tão fundamental como entender os diferentes modos como foram produzidas, como lê-las e interpretá-las. A partir disso, o curso propõe uma atividade de pesquisa no arquivo, bem como oficinas de discussão e produção de material didático a partir de um tema específico escolhido para esse módulo. O curso mobiliza alunos de graduação, matriculados na Unidade Curricular ¿Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em História I¿ para colaborar com os professores das redes na elaboração de propostas didáticas que expressem um conhecimento crítico de fontes textuais específicas que serão escolhidas para esse efeito.

Objetivos e Resultados Esperados: Este curso pretende propiciar uma reflexão sobre as instituições de guarda documental bem como de pesquisa e análise histórica de fontes textuais e seu uso em sala de aula. Saber compreender suas diversas formas, os diferentes modos a partir dos quais puderam ser produzidas, como lê-las e interpretá-las são essenciais para o ofício dos profissionais de história. A partir da colaboração com a equipe do Centro de Difusão e Apoio à Pesquisa e do Núcleo Ação Educativa do Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP), serão realizadas seguintes atividades: visita técnica ao acervo do Arquivo, pesquisa documental e realização de oficinas conjuntamente com os discentes e os docentes da Unifesp, em que serão discutidas e elaboradas sequências didáticas a partir de fontes textuais ligadas à temática geral da ¿água e dos recursos naturais (rios, aprovisionamento, saneamento etc.). Como resultado, espera-se um aperfeiçoamento das capacidades dos educadores no conhecimento sobre instituições de guarda documental e das políticas de Ação Educativa com vistas ao desenvolvimento de atividades para desenvolvimento da capacidade crítica dos estudantes da educação básica.

Justificativas: Considerando a necessidade de curricularizar as atividades de extensão nos cursos de graduação da UNIFESP, em conformidade com a estratégia 12.7, da Meta 12, do Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2024), que orienta os cursos de graduação a assegurar 10% de seus créditos curriculares em programas e projetos de extensão universitária, o Conselho do Departamento de História desta instituição resolveu alterar suas três Unidades Curriculares fundamentais, seus ¿Laboratórios de Ensino e Pesquisa em História¿ para incluir mais que 300 horas de atividades de extensão, para satisfazer a Meta 12, fazendo de que todos os alunos do curso apreendem desde cedo que engajamento social é parte essencial do ofício da historiadora e historiador. Em resposta, a Comissão Curricular do curso alterou o Projeto Pedagógico Curricular do curso em 2021, mudando o nome e conteúdo dos Labs para ¿Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em História¿. De modo a integrar o conteúdo de Lab I a esta demanda, foi criado e aprovado o projeto de extensão ¿Oficinas com educadores: o uso de fontes textuais em sala de aula. Para implementar o projeto, criou-se o atual Curso de Extensão. Por parte do Arquivo do Estado de São Paulo, o setor de Ação Educativa tem larga experiência na promoção de atividades de difusão social que contemplam uma ampla valorização da reflexão histórica na sociedade e o desenvolvimento de uma maior consciência crítica acerca da memória e dos apagamentos sociais ao longo da História.

Metodologias: Aulas dialogadas de conteúdo programático e encontros (oficinas) dos grupos de estudo e trabalho, mediados pelos professores do curso de extensão com o apoio dos servidores do Centro de Difusão e Apoio à Pesquisa e do Núcleo Ação Educativa do APESP em sala de aula e nas instalações do próprio arquivo. Grupos de graduandos (matriculados na UC Lab I) serão designados para colaborar com cada professor/a da educação básica (inscrito no curso de extensão) na busca, seleção e análise de um documento textual e na discussão do conteúdo programático e a produção de propostas didáticas que integram os novos conhecimentos. As propostas serão apresentadas e comentadas na aula de encerramento.

Conteúdo programático com responsáveis pedagógicos por tema/assunto - aula ou grupo de aulas: São sete (7) atividades programadas, num um total de 36 horas de atividades. Dessas 36 horas, aproximadamente 8 horas são teóricas e 28 horas práticas. As atividades ocorrerão em sala de aula (sala 217 do campus Guarulhos da Unifesp) e no Arquivo de Estado de São Paulo (APESP), localizando na Rua Voluntários da Pátria, no. 596 - Santana, São Paulo - SP, 02010-000, conforme o conteúdo programático detalhado que segue abaixo. Apresentação proposta: Arquivos (história e organização) e memória; Visita Técnica ao APESP com apresentação do Setor de Ação Educativa ; Instrumentos de pesquisa para a História ambiental do Brasil sécs. 18 a 20 ; Pesquisa dos grupos no APESP ; Orientação com professores ; Oficinas; Apresentação dos trabalhos

Referências (bibliográficas e outras): BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Arquivos permanentes: tratamento documental. 4ª ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006. BERNADES, Ieda Pimenta. Como avaliar documentos de arquivo. São Paulo: Arquivo do Estado de São Paulo, 1998. (Como fazer, 1). Disponível em: <http://conarq.gov.br/images/publicacoes_textos/isad_g_2001.pdf >. BRUNEAU, Ph. Fontes textuais e vestígios materiais: reflexões sobre a interpretação arqueológica. Tradução por Flávia Faleiros de ¿Sources textuelles et vestiges mat¿riels : Réflexions sur l¿interprétation archéologique¿. In: Mélanges helléniques offerts à Georges Daux, Editions E. De Boccard, Paris, p. 33-42. CHEVALIER, J.-C. A língua: linguística e história. In: LE GOFF, P.; NORA, P. História: novos objetos. Rio de Janeiro: F. Alves, 1976, p. 84-98. KROKOSCZ, Marcelo. Outras palavras sobre autoria e plágio. São Paulo: Atlas, 2015. LE GOFF, J. Documento/monumento. In: História e memória. Campinas: Ed. Unicamp, 1990, p. 462-484. LEME LOPES, André Pereira. Virada digital? Pesquisa histórica no ciberespaço. Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 10, n. 24, p. 136 - 169, abr./jun. 2018. STAROBINSKI, J. A literatura. In: LE GOFF, P.; NORA, P. História: novas abordagens. Rio de Janeiro: F. Alves, 1976, p. 132-143. BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Como fazer análise diplomática e análise tipológica de documento de arquivo. São Paulo, Arquivo do Estado e Imprensa Oficial do Estado, 2002. BERWANGER, Ana Regina; LEAL, João Eurípedes. Noções de paleografia e de diplomática. Santa Maria, EditorUFSM, 2008. CURTO, Diogo Ramada. ¿Língua e memória¿, in: José Mattoso (dir.), História de Portugal. Vol. 3, Lisboa: Estampa, 1997, pp. 319-325. DURANTI, Luciana. ¿Diplomática: novos usos para uma antiga ciência¿, Revista de fontes n. 13 (2020), pp. 6-39. FACHIN, Phablo Roberto. Descaminhos e dificuldades de leitura de manuscritos do século XVIII. Goiânia, Trilhars Urbanas/ FAPESP, 2008. MENDES, Ubirajara Dolácio. Noções de paleografia. São Paulo: Arquivo Público do Estado, 2008. RATHS, Louis E...[et al.]. Ensinar a pensar : teoria e aplicação. 2. ed. São Paulo: EPU, 1977. SILVA, Rosa Virgínia Mattos e. ¿Reconfigurações socioculturais e linguísticas no Portugal de quinhentos em comparação com o período arcaico¿, in: R. V. Mattos e Silva e A. V. L. Machado Filho (org.), O Português quinhentista. Estudos linguísticos, Salvador: EdUFBA/ UEFS, 2002, pp. 28-41.

Modo e critérios da avaliação de aproveitamento: Os cursistas serão avaliados tendo como base sua participação nas atividades do curso e a realização, com os estudantes inscritos em LAB I Noturno, de uma sequência didática. O Aproveitamento mínimo requerido é de 75% (6 encontros).

Estratégias de Divulgação: O curso será divulgado por entre docentes da rede pública de ensino e conta com a colaboração do Arquivo Público do Estado de São Paulo e seus convênios com a Secretaria Estadual de Ensino para tanto.

Recursos didáticos: Aulas expositivas, trabalhos em grupo.

Ementa: Apresentação da proposta. Arquivos, história e memória. Acervo documental e organização arquivística. Difusão de acervos. Ação educativa. História de São Paulo e história ambiental. Fundamentos para uma análise crítica das fontes textuais. Produção de cadernos de visita. Produção de sequências didáticas a partir de fontes textuais.