SIEX - Sistema de Informações de Extensão

27289 - Cultura digital, ativismo em rede e empoderamento de grupos sociais subalternizados: a contribuição de Paulo Freire para as questões contemporâneas - segunda oferta
Ano Base: 2025
Tipo de ação: CURSO DE EXTENSÃO
Plano de ensino

Plano de ensino: Premissas ontológicas e epistemológicas do universo educacional freiriano. O conceito de empoderamento, na acepção freiriana do termo. O conceito de interação dialógica presente na obra de Paulo Freire. O papel da cultura digital no ativismo em rede e no empoderamento dos sujeitos sociais subalternizados. Educação e inteligência artificial generativa: possibilidades e controversas.

Objetivos e Resultados Esperados: Geral Aprofundar conhecimentos do campo da educação, aproximando-se das premissas epistemológicas e ontológicas de Paulo Freire, em articulação com os conceitos de cultura digital e ativismo em rede. Específicos: Introduzir o cursista ao campo educacional de Paulo Freire. Apresentar os conceitos de empoderamento e interação dialógica, na perspectiva de Paulo Freire. Relacionar os conceitos de cultura digital, ativismo em rede, interação dialógica e empoderamento, na acepção freiriana dos termos. Refletir sobre as controversas e as possibilidades da inteligência artificial generativa na educação. Refletir sobre a ideia de que a cultura digital pode trazer desdobramentos positivos ao empoderamento dos sujeitos sociais subalternizados, se as ações educacionais/formativas se desenvolverem sob perspectiva dialógica, refutando a hegemônica perspectiva instrumental.

Justificativas: O presente curso de extensão universitária integra-se ao Projeto de Pesquisa Pq/CNPq (2023-2026) intitulado 'Dispositivos digitais, Paulo Freire e decolonialidade: confrontos e avanços nos processos formativo', coordenado pela Profa. Dra. Lucila Pesce. O tema apresenta-se como relevante aos processos formativos contemporâneos, sobretudo considerando-se o recrudescimento da utilização da cultura digital para processos de desumanização, como o discurso de ódio, Fake News, Deep Fake e demais ações correlatas. A disseminação dos achados do projeto de pesquisa está prevista em publicações científicas e em um curso de extensão universitária voltado aos licenciandos da Unifesp e, prioritariamente, a professores da Rede Pública Municipal de Guarulhos (RME-GRU), da Rede Pública Municipal de São Paulo (RME-SP), da Rede Pública Estadual de São Paulo (SEDU-SP). Por ser ofertado de modo remoto, o curso também poderá receber professores de outras redes públicas do país.

Metodologias: O curso adotará uma metodologia dialógica, prevendo interações assíncronas no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), no decurso das quatro semanas da sua vigência e nos quatro encontros síncronos. As interações terão por base leituras e discussões de materiais audiovisuais disponibilizados no AVA. A discussão de cada encontro síncrono contará com a colaboração de um/a pós-graduando/a, junto com a Profa. Lucila Pesce, a qual estará presente nos quatro encontros. O quarto encontro síncrono contará com as duas professoras convidadas citadas na presente proposta. Será enviado o link do Google Meeting (aulas síncronas) e para o AVA (repositório e interações assíncronas) para o e-mail do participante inscrito. Atividades coletivas síncronas (10 horas): no Google Meet. Encontros síncronos: dias 8, 15, 22 e 29 de maio, das 17:00 às 19:30. Os encontros síncronos serão no Google Meeting institucional. Atividades coletivas assíncronas (20 horas): no AVA (Google Classroom). Leitura de textos acadêmicos sobre os temas centrais, acessíveis em periódicos online. Link a vídeos correlatos aos temas centrais. Discussões assíncronas sobre os temas centrais do curso, nos fóruns de discussão do AVA. Atividade individual (10 horas): envio do trabalho até 5 de junho. Trabalho individual a ser enviado no AVA do curso: texto de opinião ou depoimento (em podcast ou vídeo) teoricamente fundamentado sobre o papel do curso na formação do/a cursista e possíveis contribuições para a sua futura/atual prática docente.

Conteúdo programático com responsáveis pedagógicos por tema/assunto - aula ou grupo de aulas: Unidade 1 - Paulo Freire e empoderamento Leitura básica: BAQUERO, Rute. Empoderamento: instrumento de emancipação social? Uma discussão conceitual. Revista Debates (UFRGS), Porto Alegre, v. 6, n. 1, p. 173-187, jan.- abr. 2012. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/debates/article/view/26722 FREIRE, Paulo. Carta de Paulo Freire aos professores ¿ Ensinar, aprender: leitura do mundo, leitura da palavra. Estudos Avançados, 15, 42, p. 259-268, 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ea/v15n42/v15n42a13.pdf ROSO, Adriane; ROMANINI, Moisés. Empoderamento individual, empoderamento comunitário e conscientização: um ensaio teórico. In: Psicologia e Saber Social, UERJ, v. 3, n.1, p. 83-95, 2014. Disponível em DOI: https://doi.org/10.12957/psi.saber.soc.2014.12203 Unidade 2 - Paulo Freire e Interação dialógica Leitura básica: CHAMPOUDRY, A. C. Do clássico às ideias pedagógicas: uma leitura da Pedagogia da autonomia, de Paulo Freire. Revista de Estudos Culturais. Ed. 5, 2020, EACH USP, São Paulo. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/revistaec/article/view/170632/161127 FREIRE, Paulo; SHOR, Ira. O que é `método dialógico¿ de ensino? O que é uma `pedagogia situada¿ e o empowerment? In: ______. Medo e ousadia: o cotidiano do professor. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986. p. 121-146. PESCE, Lucila. Interação dialógica: conceito freireano que pode ser vivenciado na educação básica brasileira. Debates em Educação (UFAL), vol. 2, n. 3, jan.-jun. 2010. p. 1-15. Disponível em: http://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/62 Unidade 3 - Paulo Freire, cultura digital e ativismo em rede Leitura básica: BABO, Isabel. Redes, ativismo e mobilizações públicas. Ação coletiva e ação conectada. Estudos em Comunicação n. 27, v. 1, 219-244, 2018. Disponível em: http://ojs.labcom-ifp.ubi.pt/index.php/ec/article/view/481/pdf PESCE, Lucila; BRUNO, Adriana Rocha; HESSEL, Ana Maria Di Grado. Paulo Freire e cultura digital: contribuições para as docências decoloniais e os processos (trans)formativos. Revista e-Curriculum, v. 21, p. 1-24, set. 2023. p. 1-24. https://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/article/view/61429/43287 ZUIN, Antônio A. S; MELLO, Roseli Rodrigues. Por uma pedagogia da esperança e da autonomia na era da cultura digital. Pro-posições. Campinas, SP, 2021, v. 32. p. 1-23. DOSSIÊ: ¿Paulo Freire e a Educação: cem anos de dialogação, problematização e transformação¿. https://www.scielo.br/j/pp/a/R6JVbktpjPSv69NFp4G94FK/?format=pdf&lang=pt Unidade 4 - Paulo Freire, cultura digital e inteligência artificial generativa na educação Leitura básica: BRUNO, A.R; NAS, E., LIAO, T. Pode a Inteligência Artificial Generativa provocar uma revolução na educação? Apontamentos para a volta e re-volta do pensamento crítico. p. 120-135. In.: ChatGPT e educação na cibercultura: fundamentos e primeiras aproximações com inteligência artificial /Organização: Edméa Santos, Alexandre Chagas, João Bottentuit Junior. - São Luís: EDUFMA, 2024. Disponível em: https://www.nonio.uminho.pt/challenges/wp-content/uploads/2024/05/chatgpt_1.pdf HESSEL, Ana Maria Di Grado; NETO, Constantino; SILVA, Cristiane. A escrita acadêmica e a Inteligência Artificial Generativa: possibilidades e desafios. In: HESSEL, Ana Maria Di Grado e ARRUDA, Heloisa, Inteligência Artificial Em Debate: perspectivas no cenário do conhecimento, Cachoeirinha, Editora FI, 2024. p. 39-56. Acesso em https://www.editorafi.org/ebook/b93-inteligencia-artificial-debate

Referências (bibliográficas e outras): Referências: Leitura básica: ARRUDA CAMPOS, Luis Fernando Altenfelder de; LASTÓRIA, Luiz Antônio Calmon Nabuco. Semiformação e inteligência artificial no ensino. Pro-Posições, 31, 2020, https://doi.org/10.1590/1980-6248-2018-0105 BABO, Isabel. Redes, ativismo e mobilizações públicas. Ação coletiva e ação conectada. Estudos em Comunicação n. 27, v. 1, 219-244, 2018. Disponível em: http://ojs.labcom-ifp.ubi.pt/index.php/ec/article/view/481/pdf BAQUERO, Rute. Empoderamento: instrumento de emancipação social? Uma discussão conceitual. Revista Debates (UFRGS), Porto Alegre, v. 6, n. 1, p. 173-187, jan.- abr. 2012. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/debates/article/view/26722 CHAMPOUDRY, A. C. Do clássico às ideias pedagógicas: uma leitura da Pedagogia da autonomia, de Paulo Freire. Revista de Estudos Culturais. Ed. 5, 2020, EACH USP, São Paulo.Disponível em: http://www.revistas.usp.br/revistaec/article/view/170632/161127 FREIRE, Paulo. Carta de Paulo Freire aos professores ¿ Ensinar, aprender: leitura do mundo, leitura da palavra. Estudos Avançados, 15, 42, p. 259-268, 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ea/v15n42/v15n42a13.pdf FREIRE, Paulo; SHOR, Ira. Empowerment. In: ______. Medo e ousadia: o cotidiano do professor. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986. PEREIRA, Artur; LEHMANN, Lúcia; OLIVEIRA, Mariana. O desafio das tecnologias de inteligência artificial na Educação: percepção e avaliação dos professores. Ensaio: aval. pol. públ. educ. 29 (113), Oct-Dec 2021, https://doi.org/10.1590/S0104-40362020002803115 PESCE, Lucila. Interação dialógica: conceito freireano que pode ser vivenciado na educação básica brasileira. Debates em Educação (UFAL), vol. 2, n. 3, jan.-jun. 2010. p. 1-15. Disponível em: http://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/62 PESCE, Lucila; BRUNO, Adriana Rocha; HESSEL, Ana Maria Di Grado. Paulo Freire e cultura digital: contribuições para as docências decoloniais e os processos (trans)formativos. Revista e-Curriculum, v. 21, p. 1-24, set. 2023. p. 1-24. https://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/article/view/61429/43287 ROSO, Adriane; ROMANINI, Moisés. Empoderamento individual, empoderamento comunitário e conscientização: um ensaio teórico. In: Psicologia e Saber Social, UERJ, v. 3, n.1, p. 83-95, 2014. Disponível em DOI: https://doi.org/10.12957/psi.saber.soc.2014.12203 SANTAELLA, Lucia. IA generativa e o perfil semiótico-cognitivo do leitor iterativo. Sociotramas: grupo de pesquisa dedicado ao estudo das redes sociais. Jan., 2024. https://sociotramas.wordpress.com/2024/01/02/ia-generativa-e-o-perfil-semiotico-cognitivo-do-leitor-iterativo/ ZUIN, Antônio A. S; MELLO, Roseli Rodrigues. Por uma pedagogia da esperança e da autonomia na era da cultura digital. Pro-posições. Campinas, SP, 2021, v. 32. p. 1-23. DOSSIÊ: ¿Paulo Freire e a Educação: cem anos de dialogação, problematização e transformação¿. https://www.scielo.br/j/pp/a/R6JVbktpjPSv69NFp4G94FK/?format=pdf&lang=pt Complementar ARRUDA CAMPOS, Luis Fernando Altenfelder de; LASTÓRIA, Luiz Antônio Calmon Nabuco. Semiformação e inteligência artificial no ensino. Pro-Posições, 31, 2020, https://doi.org/10.1590/1980-6248-2018-0105 JOAQUIM, Bruno dos Santos; PESCE, Lucila. Inclusão digital, empoderamento e educação ao longo da vida: conceitos em disputa no campo da educação de jovens e adultos. Crítica Educativa (UFSCar). v. 3, n. 3, 2017. p. 185-199. Disponível em: http://www.criticaeducativa.ufscar.br/index.php/criticaeducativa/article/view/244/361 JUNQUEIRA, Eduardo; PAZ, Tatiana. Ativismo em rede e pedagogia decolonial articulados por mulheres negras no Youtube. Revista Teias. Edição Especial: Educação ativista na cibercultura: experiências plurais. v. 20, 2019. p. 22-39. https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistateias/article/view/43059/31260

Modo e critérios da avaliação de aproveitamento: A avaliação será processual e não serão atribuídas notas às/aos participantes. Para ser considerada aprovada, a pessoa deverá ter a frequência mínima de 75% dos encontros síncronos e realizar pelo menos 75% das atividades assíncronas. Participação e desempenho nas atividades propostas. Assiduidade nos acessos ao AVA do curso. Participação nos debates proporcionados pelo curso. Qualidade das intervenções realizadas nas atividades interativas. Qualidade do trabalho final enviado no AVA do curso.

Estratégias de Divulgação: Pela PROEC. O curso também será divulgado nas aulas da pós-graduação e da graduação (cuja disciplina ofertada pela docente propositora é aberta a todos/as os/as estudantes da EFLCH) e, se possível, junto às secretarias de educação supracitadas. Os/as cursistas serão certificados pela PROEC, após divulgação da lista dos/as aprovados/as no curso.

Recursos didáticos: Goggle Meeting para os encontros assíncronos. AVA como repositório de material (textos, vídeos, apresentações etc.) e para as interações assíncronas.

Ementa: Premissas ontológicas e epistemológicas do universo educacional freiriano. O conceito de empoderamento, na acepção freiriana do termo. O conceito de interação dialógica presente na obra de Paulo Freire. O papel da cultura digital no ativismo em rede e no empoderamento dos sujeitos sociais subalternizados. Educação e inteligência artificial generativa: possibilidades e controversas.