28470 - Avaliação Eletroacústica e Eletrofisiológica da Teoria a Prática para Fonoaudiólogos
Ano Base: 2026Tipo de ação: CURSO DE EXTENSÃO
Plano de ensino
Plano de ensino: Título: Avaliação Eletroacústica e Eletrofisiológica da Teoria a Prática para Fonoaudiólogos Proponente/Coordenação e Responsável pedagógica: ¿ Prof (a). Dr(a). Milaine Dominici Sanfins ¿ Departamento de Fonoaudiologia Modalidade: Presencial Período de realização: Fevereiro a Dezembro de 2026 Periodicidade: Encontros semanais com duração de 4h cada Carga horária total: 179h (divisão: 89 horas de conteúdo teórico e 90 horas de atividades práticas e estudos de caso). Importante mencionar que este projeto segue as normas vigentes e todas as atividades serão realizadas na modalidade presencial. Número de vagas: 4 participantes Público-alvo: ¿ Estudantes de pós-graduação em audiologia interessados em eletroacústica e eletrofisiologia da audição ¿ Fonoaudiólogos que buscam se especializar em audiologia, eletroacústica, eletrofisiológica e diagnóstico auditivo. Pré-requisitos: Conhecimentos básicos em audiologia, eletroacústica e eletrofisiológica
Objetivos e Resultados Esperados: OBJETIVOS Geral Capacitar os fonoaudiólogos para a realização e interpretação de forma integrada os exames de avaliação eletroacústica e eletrofisiológica, garantindo um diagnóstico auditivo completo e preciso, essencial para a atuação clínica e pesquisa. Específicos ¿ Discutir os fundamentos fisiológicos e neurofisiológicos das medidas de imitância acústica, emissões otoacústicas e eletrofisiologia da audição. ¿ Desenvolver a habilidade de realizar, analisar e interpretar as respostas das medidas de imitância acústica, emissões otoacústicas e eletrofisiologia da audição. ¿ Integrar o Conhecimento: Promover a capacidade de correlacionar os resultados de exames eletroacústicos e eletrofisiológicos para um diagnóstico diferencial e/ou hipóteses diagnósticas. ¿ Aplicar em Cenários Clínicos: Fornecer experiência prática através de estudos de caso, permitindo a elaboração de laudos precisos e a tomada de decisões clínicas fundamentadas. ¿ Analisar criticamente artigos científicos e diretrizes internacionais em avaliação e reabilitação vestibular. ¿ Estimular o raciocínio clínico em situações complexas e multifatoriais, considerando diferentes perfis de pacientes. ¿ Promover a atualização profissional e o diálogo interdisciplinar no campo da avaliação eletroacústica e eletrofisiológica. RESULTADOS DE APRENDIZAGEM Ao final do curso, espera-se que os participantes estejam aptos a: ¿ Dominar os Fundamentos: Compreender a neurofisiologia e a base biofísica da geração de potenciais eletroacústicos e eletrofisiológicos. ¿ Executar os Exames: Realizar a avaliação das Medidas de Imitância Acústica, Emissões Otoacústicas (EOA) e Potenciais Evocados Auditivos (PEA) de forma técnica e precisa, seguindo os protocolos adequados. ¿ Analisar e Interpretar: Analisar criticamente os traçados e os dados dos exames, identificando achados normais e patológicos. 2. Resultados de Competência Profissional Após a conclusão do curso, os fonoaudiólogos e demais profissionais estarão qualificados para: ¿ Diagnóstico Diferencial: Utilizar a bateria de exames objetivos para auxiliar no diagnóstico diferencial de perdas auditivas (cocleares, retrococleares, condutivas) e de outras condições neurológicas (como a neuropatia auditiva). ¿ Tomada de Decisão Clínica: Fundamentar suas decisões clínicas e terapêuticas com base nos resultados dos exames objetivos. ¿ Comunicação Interdisciplinar: Elaborar laudos claros e objetivos, facilitando a comunicação com outros profissionais da saúde (otorrinolaringologistas, neurologistas, pediatras). 3. Resultados de Impacto Os resultados do curso não se limitam apenas ao indivíduo, mas também têm um impacto mais amplo na área da saúde: ¿ Melhoria da Qualidade do Diagnóstico: Contribuir para a melhoria da qualidade do diagnóstico audiológico em clínicas e hospitais. ¿ Redução da Demanda por Exames Inadequados: Diminuir a solicitação de exames desnecessários ao fornecer um diagnóstico mais preciso e abrangente. ¿ Contribuição para a Pesquisa: Preparar profissionais para atuar em projetos de pesquisa que envolvem a eletrofisiologia, contribuindo para o avanço do conhecimento na área.
Justificativas: Este curso de extensão foi cuidadosamente elaborado para capacitar fonoaudiólogos e estudantes de fonoaudiologia na realização e interpretação de exames objetivos da audição. Com uma carga horária de 179 horas, o programa cobre desde os princípios básicos da avaliação das medidas de Imitância Acústica, Eletroacústica e Eletrofisiológica (Potenciais Evocados Auditivos). O curso visa proporcionar um domínio dessas ferramentas diagnósticas, permitindo uma análise integrada e precisa, essencial para um diagnóstico diferencial e a elaboração de condutas terapêuticas adequadas.
Metodologias: O curso será desenvolvido em quatro encontros presenciais, de quatro horas cada, entre Fevereiro e Dezembro de 2026, totalizando 179h de atividades. A metodologia adotada privilegia a aprendizagem ativa, crítica e reflexiva, articulando teoria e prática por meio de: 1. Aulas Expositivas Dialogadas As sessões teóricas serão conduzidas com o auxílio de apresentações dinâmicas, recursos audiovisuais e artigos científicos. A professora irá apresentar o conteúdo de forma clara, incentivando perguntas e debates para aprofundar a compreensão dos temas. 2. Atividades Práticas e Laboratório Uma parte significativa da carga horária será dedicada à prática. As atividades incluirão: ¿ Demonstrações guiadas: O instrutor irá demonstrar a realização dos exames (Medidas de Imitância Acústica, EOA e PEA) em voluntários ou pacientes. ¿ Sessões supervisionadas: Os participantes terão a oportunidade de praticar a preparação do paciente, a montagem de eletrodos e o registro dos exames sob a supervisão direta da professora responsável. ¿ Simulações de casos: Uso de softwares de simulação para aprimorar a análise e interpretação de traçados. 3. Estudo e Discussão de Casos Clínicos Casos clínicos reais, extraídos de bancos de dados ou experiências da professora, serão apresentados. Os alunos serão desafiados a: ¿ Analisar os resultados: Correlacionar os achados da avaliação eletroacústica com os resultados da eletrofisiologia. ¿ Formular hipóteses diagnósticas: Com base nos dados, os participantes deverão discutir as possíveis patologias. ¿ Propor condutas: Elaborar um plano de ação, que pode incluir desde exames complementares até o plano de reabilitação. 4. Seminários e Trabalhos em Grupo Em grupos, os alunos irão aprofundar tópicos específicos e apresentar seus achados em forma de seminários, promovendo a pesquisa, a troca de conhecimento e o desenvolvimento da comunicação científica. As atividades serão organizadas de forma a estimular a participação ativa, a troca de experiências e o desenvolvimento do raciocínio clínico, assegurando que os conteúdos abordados possam ser aplicados diretamente à prática profissional. Recursos de Apoio ¿ Material Didático Digital: Acesso a slides, artigos científicos, protocolos e manuais de equipamentos. ¿ Biblioteca de Casos: Um acervo digital com diversos exames de pacientes reais para estudo e prática individual. Essa metodologia visa garantir que o conhecimento não seja apenas memorizado, mas efetivamente internalizado e transformado em competência profissional.
Conteúdo programático com responsáveis pedagógicos por tema/assunto - aula ou grupo de aulas: Conteúdo programático. Todos os módulos serão ministrados pela coordenadora. Módulo 1: Fundamentos da Audiologia Objetiva e Análise de Sinais (20 horas) (Semana 1 a 5): Semana 1: Neuroanatomia e Fisiologia da Audição. Uma revisão aprofundada das vias auditivas. Semana 2: Fisiologia da Orelha Média e Orelha Interna. Mecanismo da propagação do som e geração das Otoemissões Acústicas. Semana 3: Acústica e Bioeletricidade. Princípios físicos do som e geração de potenciais elétricos no sistema nervoso. Semana 4: Análise de Sinais. Processamento digital de sinais para a extração de informações dos exames (filtragem, média de sinais, etc.). Semana 5: Instrumentação e Calibração. Equipamentos, eletrodos, transdutores e calibração. Módulo 2: Avaliação Eletroacústica: Imitanciometria e Emissões Otoacústicas (60 horas) (Semana 6 a 20) Semanas 6 a 10: Imitanciometria - Teoria, Timpanometria e Reflexos Acústicos. IMITANCIOMETRIA: Semana 6: Princípios Teóricos: Conceitos de complacência, impedância e admitância. Semana 7: Timpanometria: Tipos de curvas e sua interpretação clínica (tipo A, B, C, etc.) em diferentes populações.Semana 8: Reflexos Acústicos: Vias neurais dos reflexos, limiar e decaimento. Interpretação em casos de patologias da orelha média, nervo facial e sistema nervoso central. Semana 9 a 10: Prática: Realização e análise de exames em diferentes faixas etárias e discussão de casos. Semanas 11 a 15: Emissões Otoacústicas (EOA) - Princípios, Tipos e Aplicações. EMISSÕES OTOACÚSTICAS: Semana 11: Princípios Teóricos: geração das EOAs e sua relação com as células ciliadas externas. Semana 12: Tipos de EOA: EOAT, EOAPD, supressão e pressurizadas.Semana 13: Triagem Auditiva Neonatal, monitoramento da audição, diagnóstico de perdas auditivas cocleares e suas limitações.Semana 14: Prática: Realização e análise de exames em diferentes faixas etárias e discussão de casos. Semanas 16 a 20: Prática supervisionada em Imitanciometria e EOA, incluindo análise de traçados e discussão de casos.Semana 16 a 20: Prática: Realização, Análise e associação dos resultados dos exames das medidas de imitância acústica e os diferentes tipos de emissões otoacústicas. Módulo 3: Potenciais Evocados Auditivos de Curta Latência (PEATE/BERA) (60 horas) (Semanas 21 a 35) PEATE/BERA: Semana 21 a 25: Eletrofisiologia aprofundada: Origem das ondas do PEATE/BERA (I, III, V) e suas correlações anatômicas.Semana 26 a 30: Técnicas de Registro: Detalhes da preparação do paciente e da montagem de eletrodos. Parâmetros de estímulo (click e tone-burst) para o diagnóstico do limiar eletrofisiológico. Semana 31 a 35: Análise e Interpretação: Análise de ondas: Latência, Amplitude e Morfologia. Interpretação da Curva de Latência/Intensidade: Correlação com os tipos de perda auditiva. PEATE/BERA em Diagnóstico Diferencial: Identificação de neuropatia auditiva e patologias retrococleares (ex: schwannoma vestibular). Atividades Práticas (30 horas): Sessões práticas de registro do BERA em diferentes cenários clínicos, análise de traçados e discussão de casos complexos. Módulo 4: Potenciais Evocados Auditivos de Média e Longa Latência (40 horas) POTENCIAIS DE MÉDIA LATÊNCIA (PEAML): (Semanas 36 a 45) Semana 36 a 39: Potenciais de Média Latência (PEAML) - Teoria e Aplicações. o Teoria: Origem no tálamo e córtex auditivo, sua relação com o processamento sensorial. Aplicações: Avaliação da integridade da via auditiva central. Semana 40 a 43: Potenciais de Longa Latência (P300 e MMN) - Teoria e suas aplicações em cognição e TPAC.Teoria: Geração no córtex e sua relação com funções cognitivas como atenção, memória e discriminação auditiva. Aplicações: Avaliação de Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC), TDAH, entre outras alterações neurocognitivas. Semanas 44 a 45: Potenciais de Longa Latência (PEALL) - Teoria e Aplicações. Teoria: Geração no córtex e sua relação com funções cognitivas, transtorno do PAC, TDAH e demonstrações e exercícios práticas de registro.
Referências (bibliográficas e outras): 1) Joint Committee on Infant Hearing (JCIH). Year 2019 Position Statement: Principles and Guidelines for Early Hearing Detection and Intervention Programs. J. Early Hear. Detect. Interv. 2019, 4, 1¿44 2)Yoshinaga-Itano, C.; Sedey, A.L.; Wiggin, M.; Chung, W. Early hearing detection and vocabulary of children with hearing loss. Pediatrics 2017, 140, e20162964. 3) Farinetti, A.; Raji, A.; Wu, H.; Wanna, B.; Vincent, C. International consensus (ICON) on audiological assessment of hearing loss in children. Eur. Ann. Otorhinolaryngol. Head. Neck Dis. 2018, 135, S41¿S48 4) Menezes, P.L.; Andrade, K.C.L.; Capra, D.; Sanfins, M.D.; Frizzo, A.C.F. Manual de Eletrofisiologia e Eletroacústica: Um Guia Para Clínicos; Booktoy: Ribeirão Preto, Brazil, 2022. 5) Hall, J.W.; Hayes, D. Crosscheck Principle in Pediatric Audiology Today: A 40-Year Perspective. J. Audiol. Otol. 2016, 20, 59¿67 6) Ryugo DK. Introduction to efferent systems. In: Ryugo DK, Fay RR, Popper AN, editors. Auditory and vestibular efferents. New York, London: Springer; 2011. pp. 1¿15. 7)Guinan JJJ. Olivocochlear efferents: anatomy, physiology, function, and the measurement of efferent effects in humans. Ear Hear. 2006; 27(6): 589¿607. https://doi.org/10.1097/01.aud.0000240507.83072.e7 PMID: 17086072 8)Polich J, Howard L, Starr A. Stimulus frequency and masking as determinants of P300 latency in eventrelated potentials from auditory stimuli. Biol Psychol. 1985; 21: 309¿18. https://doi.org/10.1016/0301- 0511(85)90185-1 PMID: 4096911 9) Salisbury DF, Desantis MA, Shenton ME, McCarley RW. The effect of background noise on P300 to suprathreshold stimuli. J Psychophysiol. 2002; 39(1): 111¿15. https://doi.org/10.1017/ S0048577202010223 PMID: 12206291 10) Ubiali T, Sanfins MD, Borges LR, Colella-Santos MF. Contralateral noise stimulation delays P300 latency in school-aged children. PLoS ONE. 2016; 11(2): e0148360. https://doi.org/10.1371/journal. pone.0148360 PMID: 26849224 11) Jerger J. Clinical experience with impedance audiometry. Arch Otolaryngol. 1970; 92(4): 311¿24. https://doi.org/10.1001/archotol.1970.04310040005002 PMID: 5455571 12) Jasper HA. The ten-twenty system of the International Federation. Electroenceph Clin Neurophysiol. 1958; 10: 371¿75. 13) McPherson DL. Late potentials of the auditory system. Evoked Potencial Series. San Diego, London: Singular Publishing Group; 1996 14) Luck SJ. An Introduction to the Event-Related Potential Technique. 2nd ed. The MIT press; 2014. 15) Picton TW. Human auditory evoked potentials. San Diego: Plural Publishing; 2011. pp.399¿447. 16) Organização Mundial da Saúde (OMS). Guia de Orientação na Avaliação Audiológica. 2020 [Acesso em 28/07/2022]. Disponível em: https://www.fonoaudiologia.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CFFa_Manual_Audiologia-1. 17) Academia Brasileira de Audiologia. Fórum de diagnóstico audiológico. São Paulo: 31o Encontro;. 2016. Disponível em: http://www.audiologiabrasil.org.br/31eia/pdf/forum f.pdf. Acesso 18/09/2025. pdf. 18) Webster R. The auditory brainstem response (ABR): a normative study using the intelligent hearing system¿s smart evoked potential system [tese]. Towson, Maryland (USA): Towson University; 2017. 19) Hunter LL, Margolis RH. Multifrequency tympanometry: Current clinical application. Am J Audiol, 1992; 1(3): 33¿43. 20) Alaerts J, Luts H, Wouters J. Evaluation of middle ear function in young children: Clinical guidelines for the use of 226- and 1,000-Hz tympanometry. Otol Neurotol, 2007; 28(6): 727¿32. 21)Sanfins, M.; Borges, L.; Donadon, C.; Hatzopoulos, S.; Skarzynski, P.; Colella-Santos, M. Electrophysiological responses to speech stimuli in children with otitis media. J. Hear. Sci. 2017, 7, 9¿19. 22)Sanfins, M.D.; Skarzynski, P.H.; Colella-Santos, M.F. Otitis Media, Behavioral and Electrophysiological Tests and Auditory Rehabilitation. In The Human Auditory System¿Basic Features and Updates on Audiological Diagnosis and Therapy; Hatzopoulos, S., Ciorba, A., Skarzynski, P.H., Eds.; Inte
Modo e critérios da avaliação de aproveitamento: A avaliação deste curso será contínua e formativa, com o objetivo de acompanhar o progresso de cada participante ao longo dos módulos. O foco não é apenas em testes finais, mas na demonstração de competência e aplicação prática do conhecimento. Parte teórica - A avaliação da teoria se dará das seguintes formas: 1. Participação Qualificada em Debates A sua compreensão dos conceitos será avaliada durante as discussões em sala de aula e nas sessões de estudo de caso. A capacidade de fazer perguntas pertinentes, de argumentar sobre a origem fisiológica de uma onda ou de correlacionar os resultados de diferentes exames demonstrará o domínio da teoria. 2. Análise de Artigos Científicos Periodicamente, serão solicitadas análises de artigos de pesquisa que complementam o conteúdo. A sua habilidade em interpretar os resultados de estudos e em relacioná-los com a fundamentação teórica do curso será avaliada. Isso mostra a sua capacidade de aplicar o conhecimento em um contexto de pesquisa. 3. Apresentação de Seminários Nos módulos mais avançados, os participantes serão solicitados a preparar e apresentar seminários sobre tópicos específicos. A clareza e a profundidade da sua apresentação, além da sua capacidade de responder a perguntas da turma, serão um reflexo direto do seu entendimento teórico. A avaliação da parte prática ocorrerá por meio de três pilares principais: 1. Participação e Desempenho em Atividades Práticas A maior parte da avaliação estará relacionada ao desempenho nas sessões de laboratório. Serão observados: ¿ Habilidade técnica: Capacidade de preparar o paciente, manusear o equipamento e registrar os exames corretamente. ¿ Resolução de problemas: Como o participante lida com artefatos, ruídos e outras dificuldades que surgem durante a prática. ¿ Precisão na análise: A correta mensuração de latências, amplitudes e a identificação das ondas dos potenciais evocados. 2. Análise e Discussão de Casos Clínicos Os participantes serão avaliados em sua capacidade de integrar o conhecimento teórico-prático. Eles deverão: ¿ Interpretar laudos: Analisar dados de exames eletroacústicos e eletrofisiológicos, identificando padrões de normalidade e patologias. ¿ Formular hipóteses: Com base nos achados, apresentar diagnósticos diferenciais e justificá-los. ¿ Propor condutas: Sugerir planos de ação adequados para cada caso, desde exames complementares até o plano de reabilitação. 3. Elaboração de Relatórios Como trabalho final, os participantes deverão elaborar um ou mais laudos de casos clínicos complexos. Esses relatórios serão avaliados pela: ¿ Clareza e objetividade: A capacidade de comunicar os achados de forma compreensível e concisa. ¿ Coerência: A correta correlação entre os resultados dos diferentes exames e as conclusões diagnósticas. ¿ Fundamentação: A capacidade de justificar a conduta proposta com base no conhecimento científico adquirido no curso. Ao final, a emissão do certificado de conclusão de 179 horas dependerá da frequência mínima de 75% e do desempenho satisfatório em todos os pontos citados acima.
Estratégias de Divulgação: Divulgação em redes sociais e nas páginas da Universidade Envio de newsletters com informações sobre o curso, cronograma, objetivos e resultados esperados.
Recursos didáticos: Para a execução do curso, a disponibilização de recursos didáticos adequados é crucial, combinando equipamentos técnicos com materiais de apoio e suporte humano. Recursos Físicos e Tecnológicos ¿ Equipamentos de Audiologia: o Equipamento de Medidas de Imitância Acústica com sonda de banda larga e de tom puro. o Equipamento de Emissões Otoacústicas (EOA) com capacidade para registro de diferentes modalidades o Equipamento de Potenciais Evocados Auditivos (PEA) completo, com capacidade para registrar PEATE/BERA, PEAML, P300 e MMN. ¿ Materiais de Consumo: o Eletrodos de superfície descartáveis, pasta abrasiva e gel condutor. o Fones de inserção (tubos e espumas), fones supra-aurais (tipo TDH) e vibrador ósseo. ¿ Software: o Programas de análise de dados dos equipamentos de PEA. Recursos de Apoio ao Conteúdo ¿ Material Didático: o Protocolos detalhados para a realização de cada exame. o Tabelas de referência e valores de normalidade para a interpretação dos resultados. ¿ Biblioteca de Casos Clínicos: o Um acervo digital de laudos e traçados de exames de pacientes reais (anonimizados) com diferentes patologias para estudo e discussão. ¿ Acesso a Bases de Dados: o Sugestões de plataformas para acesso a artigos científicos (PubMed, Scielo, etc.). Recursos Humanos ¿ Professora/ Instrutora: Profissional com vasta experiência clínica e acadêmica em eletrofisiologia e eletroacústica. ¿ Voluntários ou Pacientes-Modelo: Indivíduos que se disponibilizam para os alunos realizarem os exames durante as sessões práticas.
Ementa: O curso de extensão em Avaliação Eletroacústica e Eletrofisiológica tem como objetivo capacitar o fonoaudiólogo a dominar a avaliação objetiva da audição. A ementa abrange a fundamentação teórica e a aplicação prática das Medidas de Imitância Acústica e Emissões Otoacústicas. Em seguida, aprofunda-se nos Potenciais Evocados Auditivos (PEA) de curta, média e longa latência, incluindo PEATE/BERA, PEAML, P300 e MMN. O conteúdo visa à interpretação e correlação desses exames, permitindo um diagnóstico diferencial preciso de patologias da via auditiva e a elaboração de laudos clínicos e científicos. O curso foca na integração dos conhecimentos, preparando o profissional para uma atuação clínica e de pesquisa de excelência.