29273 - ECONOMIA SOLIDÁRIA NA INCLUSÃO DE USUÁRIOS DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS
Ano Base: 2026Tipo de ação: CURSO DE EXTENSÃO
Plano de ensino
Plano de ensino: O abuso e a dependência de drogas e seus impactos nas áreas da saúde, trabalho, assistência social, educação, seguridade social e segurança pública exigem, nesta segunda década do século XXI, atenção especial. A valorização do trabalho como instrumento de inclusão social de usuários de serviços de saúde mental é considerada um dos principais desafios da Reforma Psiquiátrica brasileira. Para superar este desafio e enfrentar a exclusão das pessoas em sofrimento psíquico do mercado de trabalho, o movimento da Reforma Psiquiátrica aproximou-se do movimento da Economia Solidária. A partir de 2004, esses movimentos vêm dialogando entre si, produzindo importantes estratégias e dispositivos com vistas à consolidação de propostas de trabalho no campo da saúde mental. A Economia Solidária se apresenta como uma alternativa ao capitalismo, este marcado pelo individualismo e pela competição. Seus princípios envolvem a autogestão, o trabalho coletivo, a democracia, o livre acesso, a propriedade coletiva dos meios de produção, a equivalência das atividades, a divisão igualitária dos lucros, com direitos e deveres compartilhados, além da cooperação e sustentabilidade. Essa abordagem possibilita autonomia e democratização para as pessoas envolvidas, já que o trabalho também é uma forma de inserção na sociedade e de exercício da cidadania. Esse modelo econômico representa não apenas uma nova forma de organização do trabalho, mas também um posicionamento político, voltado para a construção de relações de trabalho e econômicas pautadas na solidariedade e na redução das desigualdades. Os empreendimentos econômicos solidários buscam criar oportunidades, desenvolver habilidades e a integração de pessoas em situação de exclusão. O trabalho, com base na economia popular e solidária, é integrativo e pode dar um senso de realização e satisfação, contribuindo para o fortalecimento da autoestima e da identidade. Ao promover uma rotina diária, cria um senso de normalidade e estabilidade, impactando o sofrimento psíquico e comorbidades. Além disso, auxilia na redução de danos, diminuindo a necessidade de recorrer ao uso de drogas ou álcool. A falta de cuidado em relação às políticas, assim como as crenças culpabilizadoras se contrapõem com os resultados potentes de estudos internacionais que mostram que quando a família juntamente com os dependentes recebe cuidado sistêmicos os desfechos dos tratamentos são mais efetivos ao longo do tempo. Neste sentido é fundamental que os profissionais de saúde do SUS se mantenham atualizados sobre o tema, já que frequentemente enfrentam situações complexas e demandas por internação de pessoas com dependência de substâncias em seu cotidiano, enfrentando queixas e necessidades imediatas de internações das pessoas da família dependentes de substância. A escassez de qualificação profissional, tanto de médicos como demais profissionais da área da saúde e da assistência social, para atendimento dos usuários de substâncias, bem como seus familiares, é um consenso nas várias regiões brasileiras. Neste o contexto, este curso de Extensão tem por objetivo oferecer orientações e cuidados básicos em relação à importância do conhecimento dos profissionais em relação à implementação, nos locais onde atuam, do incentivo de trabalhos relacionados a economia solidária.
Objetivos e Resultados Esperados: Revisitar e atualizar os profissionais dos Consultórios na Rua e CAPS/AD sobre a importância e os desafios do cuidado e da inclusão social de usuários de drogas em situação de rua, tendo como base a Economia Solidária. Serão discutidos, a partir de dados atualizados, aspectos da realidade dos usuários de drogas que vivem nas ruas e/ou em centros de acolhida, bem como suas relações com o trabalho. De modo geral, essa população, embora exerça atividades laborais, é excluída das relações de trabalho formais, permanecendo, na maioria das vezes, na informalidade e sem assistência adequada quanto às suas necessidades básicas.
Justificativas: O abuso e a dependência de drogas e seus impactos nas áreas da saúde, trabalho, assistência social, educação, seguridade social e segurança pública exigem, nesta segunda década do século XXI, atenção especial. A valorização do trabalho como instrumento de inclusão social de usuários de serviços de saúde mental é considerada um dos principais desafios da Reforma Psiquiátrica brasileira. Para superar este desafio e enfrentar a exclusão das pessoas em sofrimento psíquico do mercado de trabalho, o movimento da Reforma Psiquiátrica aproximou-se do movimento da Economia Solidária. A partir de 2004, esses movimentos vêm dialogando entre si, produzindo importantes estratégias e dispositivos com vistas à consolidação de propostas de trabalho no campo da saúde mental. A Economia Solidária se apresenta como uma alternativa ao capitalismo, este marcado pelo individualismo e pela competição. Seus princípios envolvem a autogestão, o trabalho coletivo, a democracia, o livre acesso, a propriedade coletiva dos meios de produção, a equivalência das atividades, a divisão igualitária dos lucros, com direitos e deveres compartilhados, além da cooperação e sustentabilidade. Essa abordagem possibilita autonomia e democratização para as pessoas envolvidas, já que o trabalho também é uma forma de inserção na sociedade e de exercício da cidadania. Esse modelo econômico representa não apenas uma nova forma de organização do trabalho, mas também um posicionamento político, voltado para a construção de relações de trabalho e econômicas pautadas na solidariedade e na redução das desigualdades. Os empreendimentos econômicos solidários buscam criar oportunidades, desenvolver habilidades e a integração de pessoas em situação de exclusão. O trabalho, com base na economia popular e solidária, é integrativo e pode dar um senso de realização e satisfação, contribuindo para o fortalecimento da autoestima e da identidade. Ao promover uma rotina diária, cria um senso de normalidade e estabilidade, impactando o sofrimento psíquico e comorbidades. Além disso, auxilia na redução de danos, diminuindo a necessidade de recorrer ao uso de drogas ou álcool. A falta de cuidado em relação às políticas, assim como as crenças culpabilizadoras se contrapõem com os resultados potentes de estudos internacionais que mostram que quando a família juntamente com os dependentes recebe cuidado sistêmicos os desfechos dos tratamentos são mais efetivos ao longo do tempo. Neste sentido é fundamental que os profissionais de saúde do SUS se mantenham atualizados sobre o tema, já que frequentemente enfrentam situações complexas e demandas por internação de pessoas com dependência de substâncias em seu cotidiano, enfrentando queixas e necessidades imediatas de internações das pessoas da família dependentes de substância. A escassez de qualificação profissional, tanto de médicos como demais profissionais da área da saúde e da assistência social, para atendimento dos usuários de substâncias, bem como seus familiares, é um consenso nas várias regiões brasileiras. Neste o contexto, este curso de Extensão tem por objetivo oferecer orientações e cuidados básicos em relação à importância do conhecimento dos profissionais em relação à implementação, nos locais onde atuam, do incentivo de trabalhos relacionados a economia solidária.
Metodologias: Este curso de extensão acontecerá de forma remota (online, via plataforma Google Meet) em 06 aulas com quatro horas de duração cada uma, totalizando 24 horas de curso no total. As aulas serão administradas semanalmente, as terças-feiras, das 8:00h às 12h. O material pedagógico será de acesso livre, aos participantes do curso, sugeridos pelos professores para que os profissionais possam efetuar suas reflexões críticas e leituras sobre temas específicos abordados em aula, e na última aula os alunos apresentarão uma breve resenha pautando sobre seu aproveitamento durante o curso.
Conteúdo programático com responsáveis pedagógicos por tema/assunto - aula ou grupo de aulas: 19/05: Apresentação do Curso Contextualização dos Serviços dos Profissionais e Cartografia dos Serviços. Conceitos e Princípios da Economia Solidária: Uma Ferramenta para Inclusão Social; Seguridade Social e Rede de Atenção Psicossocial 26/05: Marco regulatório e a intersetorialidade da ECOSOL no Brasil: Políticas Públicas como Instrumento da Educação Emancipadora. Avanços na Consolidação da Política Nacional de Economia Solidária. 02/06: Políticas Públicas e Economia Solidária: Saúde Mental Articulação Intersetorial ; Economia Solidária: Autogestão como Estratégia de Desenvolvimento Sustentável 09/06: Economia Solidária, Educação Popular e Participação Social; Economia Solidária, Comunidade e Desenvolvimento Local. 16/06: Experiencias Práticas de Economia Solidária e seus Desafios ; Experiencias Práticas de Economia Solidárias e seus Desafios 23/06: Economia Solidária e Integração Social pelo Trabalho em Rede: Álcool e outras Drogas, Desafios e Potencialidades. Encerramento do curso
Referências (bibliográficas e outras): 1. Introdução a Economia Solidária, 1ª ed. ¿ São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2002. 2. O que é Economia Solidária, Paul Singer. Editora Contexto 7ª.ed. 2014 3. Família e Uso Drogas: paradigmas da pós-modernidade: Eroy Aparecida da Silva e Ana Regina Noto ( orgs),Editora Red Publicações, 2022. 4. Curso SUPERA: materiais disponíveis através do site https://www.supera.org.br/material/ 5. Figueiredo, R & Cavallari, C.; (Orgs):v.21 n.2 (2020). Drogas e 30 anos de Redução de Danos. Disponivel para dowload. 6. Lima. L.T.; Surjus, L.; Silva, L. (Orgs), 2019, Redução de Danos : Ampliação e materialização de direitos. Ebook -UNIFEST/UNIVESP/Diverso . 7. Noto, A.R.; Locatelli,D.P.; Silva,E.A.; Opaleye, E.; Amato, T.C.; Bonadio, A.N.; Formação Profissional em álcool e outras drogas: possiblidades e desafios da construção coletiva. Ebook-UNIFESP. Disponível gratuitamente rede. 8. Zanim, G. Álcool, drogas e inclusão social pelo trabalho: potencialidades e dificuldades de uma prática baseada na Economia Solidária - Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP, 2020.
Modo e critérios da avaliação de aproveitamento: O recebimento da certificação do curso estará restrito a frequência de 85% nas aulas e a entrega de resenha com relato de um artigo sobre o tema, ao término do curso, assim como avaliação de cada uma das aulas.
Estratégias de Divulgação: catalogo UNIFESP
Recursos didáticos: internet; computador
Ementa: Revisitar e atualizar os profissionais dos Consultórios na Rua e CAPS/AD sobre a importância e os desafios do cuidado e da inclusão social de usuários de drogas em situação de rua, tendo como base a Economia Solidária. Serão discutidos, a partir de dados atualizados, aspectos da realidade dos usuários de drogas que vivem nas ruas e/ou em centros de acolhida, bem como suas relações com o trabalho. De modo geral, essa população, embora exerça atividades laborais, é excluída das relações de trabalho formais, permanecendo, na maioria das vezes, na informalidade e sem assistência adequada quanto às suas necessidades básicas.