SIEX - Sistema de Informações de Extensão

30061 - Ciência Aberta e Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) na Formação em Saúde: enfrentamento da desinformação em saúde
Ano Base: 2026
Tipo de ação: CURSO DE EXTENSÃO
Plano de ensino

Plano de ensino: Curso: Ciência Aberta e Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) na Formação em Saúde; Modalidade: Educação a Distância (EAD); Formato: Curso autoinstrucional; Ambiente Virtual: Moodle; Carga horária total: 20 horas; Público-alvo: Estudantes da área da saúde, profissionais da saúde e comunidade externa interessada

Objetivos e Resultados Esperados: Objetivo geral: Promover a formação crítica de estudantes, profissionais da saúde e comunidade externa por meio de curso de extensão na modalidade a distância sobre Ciência Aberta e Alfabetização Midiática e Informacional (AMI), com foco no enfrentamento da desinformação em saúde e no fortalecimento do uso crítico, ético e responsável da informação científica. Objetivos específicos: - Apresentar os fundamentos da Ciência Aberta e sua relevância para a democratização do conhecimento científico na área da saúde; - Desenvolver competências relacionadas à busca, acesso e uso de fontes científicas confiáveis em ambientes digitais; - Estimular a avaliação crítica da informação científica e midiática, especialmente diante de contextos marcados pela desinformação em saúde; - Promover reflexões sobre ética da informação, integridade científica, direitos autorais e compartilhamento responsável do conhecimento; - Fortalecer a autonomia informacional dos participantes para tomada de decisões mais conscientes e fundamentadas; - Aproximar a universidade da comunidade externa por meio de ação extensionista voltada à formação crítica em saúde; - Contribuir para a disseminação de práticas alinhadas à Ciência Aberta, à cidadania informacional e à educação crítica em saúde. Resultados Esperados: Espera-se que o projeto contribua para o fortalecimento da formação crítica em saúde, ampliando a capacidade dos participantes de acessar, avaliar, interpretar e utilizar informações científicas de forma ética, crítica e responsável em contextos marcados pela intensa circulação de conteúdos digitais. Como resultado educacional, espera-se favorecer o desenvolvimento de competências relacionadas à Alfabetização Midiática e Informacional (AMI), especialmente no que se refere à identificação de fontes confiáveis, avaliação crítica da informação científica, reconhecimento de conteúdos desinformativos e uso ético do conhecimento em saúde. No âmbito da Ciência Aberta, a proposta busca ampliar a compreensão sobre acesso aberto, democratização do conhecimento científico e circulação social responsável da informação, fortalecendo práticas alinhadas à transparência, integridade científica e cidadania informacional. Como impacto extensionista, espera-se ampliar a interação entre universidade e sociedade por meio da oferta de formação qualificada à comunidade externa, reafirmando o compromisso social da universidade pública com a democratização do conhecimento e a resposta a demandas contemporâneas relacionadas à informação em saúde. Também se espera obter indicadores concretos sobre participação, adesão, conclusão e percepção dos participantes acerca da relevância da ação formativa, permitindo avaliar a efetividade da proposta e identificar oportunidades de aprimoramento. Como produto final, espera-se consolidar o curso de extensão "Ciência Aberta e Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) na Formação em Saúde" como recurso educacional aplicável em futuras ações extensionistas e iniciativas formativas voltadas à educação crítica em saúde. De forma mais ampla, a proposta pretende contribuir para a formação de sujeitos mais autônomos, críticos e preparados para lidar com desafios informacionais contemporâneos, fortalecendo práticas de tomada de decisão mais conscientes e baseadas em evidências.

Justificativas: A circulação acelerada de informações em ambientes digitais transformou profundamente a forma como a sociedade acessa, interpreta e compartilha conhecimentos relacionados à saúde. Embora a ampliação do acesso à informação represente um avanço importante, esse cenário também evidencia desafios significativos, especialmente diante da disseminação de conteúdos incorretos, enganosos ou descontextualizados que comprometem a tomada de decisões informadas. A desinfodemia, intensificada nos últimos anos, revelou que o acesso à informação, por si só, não garante compreensão crítica, uso ético ou capacidade de distinguir evidências científicas de conteúdos desinformativos. Nesse contexto, a formação crítica para o uso da informação em saúde torna-se uma demanda social relevante. Estudantes, profissionais e a comunidade em geral convivem com um ecossistema informacional marcado por excesso de conteúdos, circulação algorítmica acelerada e diferentes níveis de confiabilidade das fontes. Essa realidade amplia vulnerabilidades informacionais e reforça a necessidade de ações educativas que promovam competências relacionadas à busca, avaliação, interpretação e uso responsável da informação científica. A Ciência Aberta apresenta-se como importante aliada nesse processo ao defender a democratização do acesso ao conhecimento científico, a transparência dos processos de produção da ciência e o compartilhamento responsável de informações e dados. Entretanto, tornar o conhecimento acessível não significa, automaticamente, garantir sua apropriação crítica pela sociedade. É nesse ponto que a Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) se mostra estratégica, ao favorecer o desenvolvimento de competências críticas para compreender, avaliar e utilizar informações em diferentes contextos e ambientes digitais. A proposta deste projeto justifica-se pela necessidade de aproximar esses referenciais da comunidade externa por meio de uma ação extensionista de caráter educativo, ampliando o alcance social do conhecimento produzido no ambiente universitário. Ao oferecer um curso voltado à formação crítica em saúde, a universidade fortalece seu compromisso com a democratização da informação, a educação cidadã e a promoção de práticas socialmente responsáveis. A comunidade externa constitui elemento central desta proposta, não apenas como público beneficiário, mas como interlocutora de demandas sociais concretas relacionadas à informação em saúde. Ao dialogar com participantes que vivenciam, em diferentes contextos, desafios relacionados à busca e ao uso da informação, a ação extensionista amplia sua relevância social e fortalece a função pública da universidade. A participação da comunidade externa também contribuirá para o aprimoramento contínuo da proposta formativa, a partir das percepções, experiências e avaliações compartilhadas pelos participantes, permitindo maior aderência da ação às necessidades sociais concretas. Além de seu impacto social, o projeto articula dimensões interdisciplinares relacionadas à educação, saúde, comunicação, tecnologia e acesso à informação, reafirmando o caráter transversal da extensão universitária. A proposta também dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), o ODS 4 (Educação de Qualidade) e o ODS 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes), ao promover acesso qualificado à informação, educação crítica e fortalecimento da cidadania informacional. Assim, este projeto responde a uma necessidade concreta ao propor uma ação formativa que contribua para o enfrentamento da desinformação em saúde, para a ampliação da autonomia informacional e para o fortalecimento do vínculo entre universidade e sociedade.

Metodologias: Este projeto caracteriza-se como uma ação extensionista de natureza educativa, desenvolvida na modalidade de educação a distância, por meio da oferta do curso autoinstrucional "Ciência Aberta e Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) na Formação em Saúde", com carga horária total de 20 horas, mediado pelo Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle. Embora estruturado em formato autoinstrucional, o curso fundamenta-se no princípio extensionista de aproximação entre universidade e sociedade, ao responder a necessidades formativas concretas relacionadas ao uso crítico da informação em saúde. A proposta parte da compreensão de que o enfrentamento da desinformação em saúde não depende apenas da disponibilização de conteúdos científicos, mas da formação de sujeitos capazes de acessar, interpretar, avaliar e utilizar a informação de forma crítica, ética e responsável. Nesse sentido, a metodologia fundamenta-se na articulação entre Ciência Aberta e Alfabetização Midiática e Informacional (AMI), compreendendo a educação como estratégia de fortalecimento da autonomia informacional e da cidadania. O curso será destinado à comunidade externa, incluindo estudantes, profissionais da saúde e demais interessados na temática, ampliando o alcance social do conhecimento produzido no ambiente universitário e fortalecendo a função pública da universidade por meio da extensão. A organização pedagógica ocorrerá em quatro módulos temáticos interdependentes, estruturados para favorecer progressão formativa e aprendizagem autônoma: Módulo 1 - Ciência Aberta e acesso à informação científica: introdução aos princípios da Ciência Aberta, acesso aberto, repositórios institucionais e fontes científicas confiáveis em saúde. Módulo 2 - Avaliação crítica da informação em saúde: critérios de confiabilidade, hierarquia das evidências científicas, identificação de desinformação, pseudociência e análise crítica de conteúdos digitais. Módulo 3 - Ética da informação e integridade científica: direitos autorais, licenças abertas, uso ético da informação, integridade científica e responsabilidade no compartilhamento do conhecimento. Módulo 4 - Comunicação científica e compartilhamento responsável: divulgação científica, circulação social do conhecimento, cidadania informacional e comunicação ética em ambientes digitais. Serão utilizados recursos educacionais digitais disponíveis no Moodle, como páginas de conteúdo, materiais de leitura, vídeos, questionários e atividades reflexivas, favorecendo aprendizagem autônoma e organização flexível do percurso formativo. A participação da comunidade externa constitui elemento central da metodologia, uma vez que o projeto busca responder a demandas sociais relacionadas à qualidade da informação em saúde, promovendo acesso qualificado ao conhecimento científico e ampliando oportunidades de formação continuada. A avaliação da ação extensionista ocorrerá por meio de indicadores de participação, conclusão do curso e instrumento de avaliação de satisfação, permitindo verificar alcance, efetividade formativa e oportunidades de aprimoramento para futuras ofertas. A proposta dialoga com pesquisa acadêmica previamente aprovada pelo CEP Unifesp nº 79538123.5.0000.5505, mantendo, entretanto, natureza extensionista centrada na formação e no impacto social.

Conteúdo programático com responsáveis pedagógicos por tema/assunto - aula ou grupo de aulas: Módulo 1 - Ciência Aberta e acesso à informação científica (5h) Conteúdos: - informação e conhecimento; - comunicação científica; - Ciência Aberta; - Acesso Aberto; - repositórios institucionais; - bases de dados científicas; - aprendizagem cooperativa. Módulo 2 - Avaliação crítica da informação em saúde (5h) Conteúdos: - critérios de avaliação de fontes; - credibilidade e confiabilidade da informação; - hierarquia das evidências científicas; - desinformação e pseudociência em saúde; - justiça informacional. Módulo 3 - Ética da informação e integridade científica (5h) Conteúdos: - ética da informação; - integridade científica; - direitos autorais; - licenças Creative Commons; - práticas de citação; - uso responsável da informação; - produção colaborativa do conhecimento. Módulo 4 - Comunicação científica e cidadania informacional (5h) Conteúdos: - comunicação e divulgação científica; - compartilhamento responsável do conhecimento; - Ciência Aberta; - cidadania informacional; - circulação social da informação científica.

Referências (bibliográficas e outras): DUDZIAK, Elisabeth Adriana; FERREIRA, Sueli Mara Soares Pinto; FERRARI, Adriana Cybele. Competência Informacional e Midiática: uma revisão dos principais marcos políticos expressos por declarações e documentos. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação., [s. l.], v. 13, n. especial, p. 213¿253, 2017. Disponível em: https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/675/577. Acesso em: 18 jul. 2025. OPAS, Organização Panamericana da Saúde; OMS, Organização Mundial da Saúde. Entenda a infodemia e a desinformação na luta contra a COVID-19. Kit de ferramentas de transformação digital. Ferramentas de conhecimento. [S. l.], 2020. Disponível em: https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/52054/Factsheet-Infodemic_por.pdf?sequence=. Acesso em: 18 jul. 2025. SANTOS, Paula Xavier et al. Livro Verde - Ciência aberta e dados abertos: mapeamento e análise de políticas, infraestruturas e estratégias em perspectiva nacional e internacional. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2017. Disponível em: https://arca.fiocruz.br/items/db447c22-431a-40ab-a892-81f1b2db65d3. Acesso em: 18 jul. 2025. UNESCO et al. Alfabetização midiática e informacional: currículo para formação de professores. Paris: UNESCO, 2013. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000220418. Acesso em: 15 out. 2025. UNESCO et al. Alfabetização midiática e informacional: diretrizes para a formulação de políticas e estratégias. [S. l.]: UNESCO, 2016. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000246421. Acesso em: 18 jul. 2025. UNESCO; PORTAL CHECK. Sequência Didática de Alfabetização Midiática e Informacional para Nível Médio: combater a desinformação eleitoral e promover a participação dos jovens na América Latina e no Caribe. [S. l.]: Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, 2022. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000380592_por?posInSet=8&queryId=e3b1fc7e-688e-4481-a77c-fe1cebe1a8b3. Acesso em: 16 dez. 2025. ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2010.

Modo e critérios da avaliação de aproveitamento: A avaliação será formativa e processual, considerando: - pré-teste; - questionários diagnósticos; - quizzes formativos; - atividades reflexivas; - produções colaborativas; - pós-teste; - avaliação de satisfação. Critério de certificação: Conclusão integral do curso e aproveitamento mínimo de 70%.

Estratégias de Divulgação: Para ampliar o alcance e assegurar ampla divulgação, o convite contará com o apoio da Divisão de Comunicação Institucional, responsável pela disseminação de informações relevantes por meio do site institucional, listas de e-mail e diferentes plataformas de mídias sociais, incluindo Facebook, YouTube, Instagram e WhatsApp.

Recursos didáticos: A proposta metodológica fundamenta-se em abordagem ativa e colaborativa, organizada em sequência didática e mediada pelo Moodle . Cada módulo estrutura-se em cinco momentos pedagógicos: - apresentação da situação-problema; - problematização e explicitação de conhecimentos prévios; - proposição de fontes e busca orientada da informação; - elaboração de conclusões e síntese; - consolidação e avaliação formativa. Serão utilizados: - páginas; - rótulos; - fóruns; - questionários; - tarefas; - glossário; - wiki; - arquivos; - URLs educacionais.

Ementa: Estudo dos fundamentos da Ciência Aberta e da Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) aplicados à formação em saúde, com ênfase no enfrentamento da desinformação e da desinfodemia. Aborda acesso aberto à informação científica, avaliação crítica de fontes, ética da informação, integridade científica, comunicação científica e cidadania informacional, articulando práticas educativas voltadas ao uso ético, crítico e responsável da informação em ambientes digitais.