30741 - Curso de Qualificação Multidisciplinar em Avaliação Neuropsicológica da Cognição Social
Ano Base: 2026Tipo de ação: CURSO DE EXTENSÃO
Plano de ensino
Plano de ensino: Proporcionar, em uma perspectiva multidisciplinar, conhecimentos sobre aspectos neurológicos e neuropsicológicos dos transtornos do neurodesenvolvimento; Proporcionar treinamento em avaliação multidisciplinar de orientação neuropsicológica, gratuita, em formato presencial, de crianças e adolescentes entre 6 a 18 anos, com queixas de dificuldades sociais. Favorecer uma troca entre profissionais da área da saúde e da educação visando o fortalecimento da abordagem interdisciplinar dos transtornos do neurodesenvolvimento, a partir de discussões de casos avaliados. Orientação escolar e familiar. Formação de professores sobre educação socioemocional.
Objetivos e Resultados Esperados: Estabelecer vínculo entre a universidade e a sociedade: pais, professores e profissionais de saúde. Levantar as demandas específicas de cada área profissional em relação à educação socioemocional. Contribuir para o planejamento e desenvolvimento de novas estratégias de atenção à educação socioemocional. Criar material didático (vídeos, cartilhas, textos tanto na modalidade física quanto virtual) de fácil compreensão sobre os domínios de cognição social e educação socioemocional. Auxiliar no processo de implementação de práticas de educação socioemocional nas escolas, instituições de saúde com equipe multidisciplinar e nos lares de crianças e adolescentes. Avaliação multidisciplinar no âmbito em relação às habilidades escolares e de cognição social com neuropsicólogas, psicopedagogas e fonoaudiólogas de crianças e adolescentes.
Justificativas: Muitas são as queixas relacionadas ao conjunto de operações mentais que dão suporte às interações sociais, as quais incluem a percepção, a interpretação e a produção de respostas às intenções, disposições e comportamento dos outros. Déficits da percepção emocional e do processamento contextual têm sido amplamente registrados em diversas patologias e associados com o baixo desempenho social e com a redução da qualidade de vida. É um desafio desenvolver avaliações que sejam sensíveis às disfunções cognitivas sutis, o que é particularmente importante para esse domínio. O processo de avaliação finaliza com encaminhamentos aos profissionais Médicos para validação das informações e/ou achados diagnósticos no processamento infantojuvenil, assim como orientação familiar e escolar de todos os atendidos, favorecendo a adaptação das crianças e adolescentes de maneira interventiva. O processo de formação, avaliação e discussão de casos em equipe têm se mostrado um potencializador para elaboração de práticas clínicas e escolares alinhadas às demandas socioemocionais de crianças, adolescentes e professores.
Metodologias: Aulas teóricas e práticas
Conteúdo programático com responsáveis pedagógicos por tema/assunto - aula ou grupo de aulas: O curso será constituído por uma parte teórica e outra prática: a. Parte teórica: aulas e seminários na modalidade presencial: 1. Neurodesenvolvimento; 2. Funções cognitivas: inteligência; 3. Funções cognitivas: Atenção; 4. Funções cognitivas: Memória; 5. Cognição Social e seus componentes; 6. Transtornos do neurodesenvolvimento; 6. Anamnese; 7. Diagnóstico diferencial; 8. Instrumentos de avaliação multidisciplinar: Escalas de sintomas transversais DSM-5, escalas comportamentais. 9. Instrumentos de avaliação multidisciplinar: Testes neuropsicológicos e psicopedagógicos. b. Parte prática: 1. Avaliação neuropsicológica individual para aplicação de testes e observação clínica da criança e adoslecente. Os atendimentos são semanais (terças-feiras) no período da manhã; 2. Correção de testes e elaboração de relatórios; 3. Atendimentos voltados às famílias e/ou responsáveis pela criança a serem avaliados. Procedimentos de anamnese, aplicação de escalas e questionários do comportamento; 4. Discussão de casos realizada por equipe técnica interdisciplinar composta por psicólogos e neuropsicólogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos; 5. Estudos de artigos científicos; 6. Orientação familiar; 7. Recomendações para escolarização e seguimento médico. 7. Eventos para formação em educação socioemocional.
Referências (bibliográficas e outras): Allport, G.W. The historical background of social psychology. In: LINDZEY, G.; ARONSON, E. (orgs.). Handbook of social psychology. 2.ed. Reading, M.A.: Addison-Wesley, 1968. Blackmore, Chris. (2007). What kinds of knowledge, knowing and learning are required for addressing resource dilemmas? A theoretical overview. Environmental Science & Policy. 10. 512-525. 10.1016/j.envsci.2007.02.007. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. Fernandes, A. O. & Monteiro, N. R. O. (2017) Comportamentos Pró-Sociais de Adolescentes em Acolhimento Institucional. Psic.: Teor. e Pesq., 33, e3331. http://dx.doi.org/10.1590/0102.3772e3331 Fiske, ST e Taylor, SE (1991). Cognição social (2ª ed.). Mcgraw-Hill Book Company. Fletcher, P & Happe, Francesca & Frith, Uta & Baker, S & Dolan, Raymond & Frackowiak, Richard & Frith, Chris. (1995). Other Minds in the Brain: A Functional Imaging Study of ¿Theory of Mind¿ in Story Comprehension. Cognition. 57. 109-28. 10.1016/0010-0277(95)00692-R. Goodman, R. S.; Kruger, E. J. Data Dredging or Legitimate Research Method? Historiography and Its Potential for Management Research. Academy of Management Review. V. 13, No 2, 1988. McGuire, WJ (1986), As vicissitudes das atitudes e construções representacionais semelhantes na psicologia do século XX. EUR. J. Soc. Psychol., 16: 89-130. https://doi.org/10.1002/ejsp.2420160202. Luo, J. The neural basis of and a common neural circuitry in different types of pro-social behavior. Frontiers in Psychology, v. 9, n. JUNE, p. 1¿17, 2018. Salavera, Carlos & Usán, Pablo & Jarie, Laurane. (2017). Emotional intelligence and social skills on self-efficacy in Secondary Education students. Are there gender differences?. Journal of Adolescence. 60. 39-46. 10.1016/j.adolescence.2017.07.009. Zanella, Liane Carly Hermes. Metodologia de pesquisa. 2ª ed. rev. atual. Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração/UFSC, 2011. Haase, V. G., Salles, J. F., Miranda, M. C., Malloy-Diniz, L., Abreu, N., Argollo, N¿, & Bueno, O. F. A. (2012). Neuropsicologia como ciência interdisciplinar: consenso da comunidade brasileira de pesquisadores/clínicos em neuropsicologia. Revista Neuropsicologia Latinoamericana, 4(4), 1-8.
Modo e critérios da avaliação de aproveitamento: Frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento); Participação em seminários e apresentação de aulas; Realização de todas as atividades propostas (aulas, treinamento, avaliação diagnóstica, relatório, banco de dados); Média final igual ou maior que 6,0 (seis), conforme os conceitos relacionados aos aspectos atitudinais (participação, colaboração, engajamento) e desempenho na realização das atividades teóricas e práticas: Conceito A (9-10) Conceito B (7-8) Conceito C (5-6).
Estratégias de Divulgação: Site do Centro Paulista de Neuropsicologia http://www.cpnsp.com.br/ ¿ Mídias sociais vinculadas a Universidade Federal de São Paulo
Recursos didáticos: Slides e Apresentações; ¿ Vídeos ; ¿ Atividades Práticas; ¿ Discussões teóricas e de caso; ¿ Instrumentos e teste neuropsicológicos para avaliação
Ementa: No contexto social, os indivíduos codificam, interpretam e avaliam informações subjetivas e coletivas que guiam comportamentos em resposta aos estímulos externos, processo essencial para a percepção de si mesmo, assim como do outro. Um conceito que parece integrar representações da Psicologia Cognitiva, Psicologia Social e a Cognição Social. O desafio enfrentado pelos professores é a busca de uma educação que não somente contemple conteúdos tradicionais de aprendizados cognitivos, mas também de habilidades adaptativas que capacite-os para uma vida emocionalmente e socialmente saudável. O presente Projeto de extensão se divide em três braços, sendo que o primeiro visou criar no Centro Paulista de Neuropsicologia (CPN) vinculado à Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), um programa de acolhimento e formação em Cognição Social visando a formação de professores, através de eventos temáticos co-construídos com duração de dois dias. O intuito de capacitá-los através dos conhecimentos de Cognição Social que se relacionam com habilidades socioemocionais, para trabalhar competências propostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Dentre elas, Conhecimento sócio cultural; Autoconhecimento; Empatia; Pensamento Crítico-Transformativo, associadas aos os domínios de percepção social, emoções básicas e complexas, reconhecimento de emoções, contágio emocional, teoria da Mente ou atribuição dos estado mental, empatia, discriminação de contexto, encontrados na ambito da Cognição Social. Além das políticas públicas, uma outra forma de avançar na implementação da educação socioemocional é através de grupos que abram espaço para o diálogo e discussões a respeito das bases teóricas e práticas com enfoque biopsicossocial auxiliando os profissionais e pais no planejamento de medidas que propiciem uma formação de crianças e adolescentes socialmente conscientes. O segundo braço do projeto de extensão, visou criar um grupo interdisciplinar em formato ambulatório, composto por Psicólogas/Neuropsicólogas, Psicopedagogas e Fonoaudiólogas, focado não só na formação das extensionistas com caráter de aprimoramento profissional, mas também no acesso à avaliação neuropsicológica, com ênfase em Cognição social, ofertada à crianças e adolescentes, de 5 a 18 anos, tendo em vista o aumento de casos que impactam o funcionamento do indivíduo em sociedade. Muitas são as queixas relacionadas ao conjunto de operações mentais que dão suporte às interações sociais, as quais incluem a percepção, a interpretação e a produção de respostas às intenções, disposições e comportamento dos outros. Déficits da percepção emocional e do processamento contextual têm sido amplamente registrados em diversas patologias e associados com o baixo desempenho social e com a redução da qualidade de vida. É um desafio desenvolver avaliações que sejam sensíveis às disfunções cognitivas sutis, o que é particularmente importante para esse domínio. O processo de avaliação finaliza com encaminhamentos aos profissionais Médicos para validação das informações e/ou achados diagnósticos no processamento infantojuvenil, assim como orientação familiar e escolar de todos os atendidos, favorecendo a adaptação das crianças e adolescentes de maneira interventiva. O processo de formação, avaliação e discussão de casos em equipe têm se mostrado um potencializador para elaboração de práticas clínicas e escolares alinhadas às demandas socioemocionais de crianças, adolescentes e professores.