SIEX - Sistema de Informações de Extensão

30990 - Atividades Paralelas da Exposição Fazer falar os ossos: engajamentos presentes com o passado
Ano Base: 2026
Tipo de ação: EVENTO
Programa preliminar

Programa preliminar: Uma colaboração científica entre o Brasil e a Suíça dá origem a uma exposição única em São Paulo: o Centro MariAntonia inaugurará a exposição "Fazer falar os ossos: engajamentos presentes com o passado" na sexta-feira, 14 de agosto de 2026, às 18h. A exposição reúne duas perspectivas: o trabalho de pesquisadores das ciências sociais e da linguística e o trabalho de especialistas forenses do laboratório do Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (CAAF), da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), cujas atividades vêm sendo documentadas diariamente em vídeo pelos pesquisadores desde 2022. A exposição explora o trabalho cotidiano de especialistas forenses que investigam pessoas assassinadas ou desaparecidas durante a ditadura brasileira (1964¿1988), visto por meio da videoanálise desenvolvida no âmbito do projeto de pesquisa "Fazendo falar os ossos/Making Bones Talk" (MBT), realizado pela UNIFESP e pela Universidade de Basileia, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e Fundação Nacional Suíça para a Ciência (Swiss National Science Foundation ¿ SNSF). Ao fazê-lo, a exposição estabelece uma conexão viva entre o passado e o presente: convida o público a interagir com um conjunto de práticas contemporâneas comprometidas com uma história que ainda precisa ser revelada. Revisita conhecimentos e imaginários relacionados à ditadura, bem como o papel das práticas forenses em contextos de violência em massa e de violações de direitos humanos, mostrando como essas práticas podem ser renovadas por meio de imagens únicas e inéditas de intervenções atuais que, por sua vez, informam ¿ e enformam ¿ o passado de novas maneiras. A atenção dedicada aos materiais audiovisuais e textuais, desenvolvida no âmbito da pesquisa em Etnometodologia e Análise da Conversa, possibilita uma apreensão simultaneamente analítica e estética do trabalho forense, capturada nos detalhes da fala, dos gestos, dos corpos e das formas de engajamento sensorial dos especialistas com os remanescentes humanos. Nesse sentido, a exposição revela o potencial da pesquisa nas ciências sociais e na linguística, bem como aspectos inéditos do trabalho em antropologia forense, por meio de uma apresentação dinâmica de materiais audiovisuais que permite ao público compreender tanto a pesquisa científica quanto as práticas por ela investigadas. Durante todo o período da exposição, haverá uma série de atividades que compõem a programação paralela, incluindo exibições de filmes sobre investigações forenses, debates sobre a virada forense e as contribuições da pesquisa linguística para esse campo, um curso aberto ao público sobre investigações forenses e a história da ditadura, além de uma mesa-redonda com familiares de pessoas desaparecidas durante a ditadura.

Objetivos e Resultados Esperados: A exposição e as atividades paralelas procuram estabelecer uma conexão viva entre o passado e o presente: convida o público a interagir com um conjunto de práticas contemporâneas comprometidas com uma história que ainda precisa ser revelada. Revisita conhecimentos e imaginários relacionados à ditadura, bem como o papel das práticas forenses em contextos de violência em massa e de violações de direitos humanos, mostrando como essas práticas podem ser renovadas por meio de imagens únicas e inéditas de intervenções atuais que, por sua vez, informam ¿ e enformam ¿ o passado de novas maneiras.

Programação do evento: Programação 07.08.26 14h-18h Oficina: De um projeto de pesquisa a uma exposição artística (Fernanda Cruz/UNIFESP & Lorenza Mondada/Unibasel) Resumo: oficina de capacitação voltada a monitores culturais, equipes socioeducativas, interessados em difusão científica e processos criativos. 14.08.26 18h-21h Abertura da exposição Fazer falar os ossos: engajamentos presentes com o passado 21.08.26 15h-16h15 Filme: O DNA da Dignidade (Jan Baumgartner, Suíça, 2022, 61min) 16h30-18h Debate: Laboratórios forenses em contextos de violações de direitos humanos, Talita Máximo (CAAF/UNIFESP, a confirmar/convite enviado) e Lorenza Mondada (Unibasel/Suíça) 27.08.26 15h-17h Mesa Redonda: Contribuições da linguística para a virada forense Lorenza Mondada (Unibasel/ Suíça) Fernanda Cruz (UNIFESP) Janaisa Viscardi ( escritora e linguista) 28.08.26 15h-16h40 Filme Post-Mortem (Pablo Larraín, Chile, 2010, 98 min) 17h-18h30 Debate: Ditadura na América Latina, Janaina Teles (UEMG/MG) 01.09.26 15h-16h30 Conferência: Fazer falar os ossos no contexto da história da ditadura brasileira e da luta dos familiares Amelinha Teles (Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos/profa. Dra. Honoris Causa UNIFESP) e convidados 04.09.26 15h-17h Filme Madres Paralelas (Pedro Almodóvar Espanha, 2022,120 min.) 17h-18h Debate sobre antropologias forenses e o contexto espanhol Paula Nishida (CAAF/UNIFESP) 08.09.26 15h-16h20 Filme: Nuestras Madres (Cesar Diaz, 2019, 78 min) 16h30-18h O papel das mães e familiares de mortos e desaparecidos políticos e a busca de remanescentes ósseos. Janaina Teles (UEMG/MG) 10.09.26 15h-17h Conferência: Familiares e antropólogos forenses: a história da investigação forense dos crimes da ditadura Criméia de Almeida (Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos políticos) Amelinha Teles (Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos políticos) Aline Feitosa de Oliveira (Antropóloga Forense/ CAAF/UNIFESP) Lorenza Mondada (Projeto Fazendo falar os ossos/ Unibasel/Suíça) 11.09.26 15h-17h40 Filme O Agente Secreto (Kleber Mendonça Filho, 2025, 158 min) 18h-19h Os desafios da identificação humana de vítimas da ditadura brasileira Pádua Fernandes (CAAF/Unifesp)

Estratégias de Divulgação: Redes sociais UNIFESP, USP, site MariAntonia.